Cultura é lagging indicator
Cultura não pode ser gerenciada diretamente — ela é o resultado (lagging indicator) da interação de valores, artefatos, incentivos, exemplos, rituais e histórias. Assim como não se pode “agir nas vendas” sem agir nos seus drivers, não se pode agir na cultura sem agir nos seus inputs.
Evidências / exemplos
- Analogia com indicadores financeiros: vendas são lagging indicator de atividades comerciais (visitas, leads, propostas). Para mudar as vendas, age-se nos drivers
- Cultura segue a mesma lógica: para influenciá-la, age-se em artefatos, incentivos, exemplos, rituais e histórias — cf. Modelo de Cultura - Valores para Comportamentos
- Jon Katzenbach: “Instead of trying to change culture significantly, it’s much better to concentrate on changing the behaviors, because they’re more tangible and measurable. Cultures don’t change automatically, but they do tend to follow behavior changes.”
Objeções e nuances
- Isso não significa que cultura seja imutável — significa que a intervenção certa é nos inputs, não na “cultura” diretamente
- Mudanças de premissas fundamentais (ex.: Teorias X e Y de McGregor) são as mais profundas e demoradas; a maioria dos esforços de mudança cultural nunca chega lá
Implicações
- Evitar o erro de tentar “mudar a cultura” por decreto (e-mail do CEO, workshop de valores) sem mudar os mecanismos subjacentes
- Foco nos Mecanismos de Cultura: quais artefatos, rituais, incentivos e exemplos precisam mudar para produzir os comportamentos desejados?
Fonte: Qulture Rocks Sobre Cultura — Vicente Falconi, Jon Katzenbach